terça-feira, 12 de abril de 2016

TESTE LONGA DURAÇÃO - 10.000Km COM A VESPA PX200E - II


CÂMBIO 2 TEMPOS

Na verdade , a nossa Vespista comportou-se de maneira bastante satisfatória, considerando os vários dos “acompanhamentos” acima mencionados podem razoavelmente ser considerados atípicos. Cavalete é uma coisa que a priori nunca quebra. Vários componentes foram trocados ou começaram a dar problemas depois da telha no Guarujá.




O primeiro pneu traseiro durou seis mil quilômetros e ficou praticamente careca entrou o estepe no lugar, que depois de 4.000 quilômetros não ficou num estado muito melhor. O pneu dianteiro ainda tem sulcos, só que bem mais profundos na parte central do que nas partes laterais da banda de rodagem: também deve ser trocado. Este fato , aliado à medições de consumo que vamos ver a seguir, mostra que a Vespa é bastante sensível ao estilo de pilotagem.

Provavelmente em uso tranquilo é possível andar mais tempo com os mesmos pneus, e também alcançar marcas de consumo superiores, embora se deva lembrar que o motor tem 200 cm3 de cilindrada. Mesmo subempregado em termos de potência, consumirá mais de 125, e também é um dois tempos....

A média de consumo alcançada nos primeiros 3.500 quilômetros foi de 24,18 Km/L de óleo. Se a capacidade do reservatório de óleo – 1,6 litros – confere uma boa autonomia, é longe de ser o caso do tanque de combustível: com seus oito litros, a autonomia dificilmente passa dos 200 quilômetros. Numa viajem de São Paulo a Parati a volta, com garupa e bagagens (ou seja: uma sacola colocada entre as pernas) a média de consumo deu 19,07 Km/L, com máxima de 20,962 e mínima de 17,16. Esta média dá uma autônima de 152 quilômetros, o que realmente não é muito. É Claro que a Vespa é um veículo essencialmente urbano, mas... estamos longe dos 33 Km/L reivindicados pela fábrica no manual do proprietário... (manual muito bem concebido e bastante completo, por sinal).

Outra curiosidade: óleo da caixa de câmbio é óleo 2 tempos. Não é nenhum erro, pois até o manual de oficina Piaggio italiana prescreve óleo 2 tempos para o câmbio. Porquê isso? Não obtivemos explicações. Em todo caso, o câmbio, na desmontagem, revelou-se num estado absolutamente perfeito, as engrenagens não tinham arranhão sequer. Porém o engate das marchas sempre mostrou-se bastante barulhento e pouco preciso.

Os freios exigiram frequentemente ajustes; depois de um uso relativamente curto, o manete acabava encostando na empunhadura. As lonas do freio dianteiro foram trocadas aos 8.800 quilômetros. Na desmontagem, apareceu que o tambor traseiro estava ovalizado, provocando um desgaste irregular nas lonas.

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